Insight minuto

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Não estamos falando de promessas, mas sim de postura e presença institucional, obviamente é preciso ressaltar que o Marketing não caminha sozinho, e que aliado à uma boa estratégia, é necessário que o produto, o serviço, ou neste caso, a pessoa e sua proposta, sejam de qualidade e ofereçam um real valor à sociedade e ao que se propõe.

Por André Alves em 8 de outubro, 2016

Cresci ouvindo dizer que o brasileiro possui memória curta, e que para impressionar seus eleitores, bastava um belo terno e um pacote de mentiras. Aí você me pergunta: e o que tudo isso tem a ver com o nosso bom e velho Marketing?
Passamos recentemente por mais um período de eleições, e junto com esta “atmosfera democrática” veio à tona um profissional cada vez mais procurado pelos políticos, o tal do marketeiro.

Antigamente era denominado simplesmente assessor, mas de alguns anos para cá, e com destaque para a campanha coordenada por Duda Mendonça, o “marketeiro” virou peça chave nas campanhas eleitorais.

Até aqui nada de novo, mas as atuais campanhas me fizeram refletir como estão sendo formatadas pelo imediatismo e fundamentadas por princípios rasos.

Chego a afirmar que durante décadas fomos subestimados, mas percebo um movimento novo de inquietação, protagonizado principalmente pelas redes sociais.

As gerações mudaram, e obviamente seus anseios e comportamentos também, mas a forma de se fazer campanha eleitoral, ah! Essa continua a mesma de décadas atrás.

É muita ingenuidade se deixar levar pela premissa de que o Brasil é um país de extremos, e fechado para o mundo digital.

Estudos já revelam que o Brasil é um dos países mais conectados do mundo, mesmo com toda a precariedade estrutural que nós sabemos que existe. Em todos os cantos do nosso imenso país, há pessoas de diversas faixas etárias e classes sociais que se beneficiam diariamente dos recursos de um smartphone. E o que tudo isso tem a ver com Marketing Político? Simples! Conceitos como Inbound Marketing, Marketing de Conteúdo e Personal Brand, estão sendo negligenciados pelos partidos e respectivos candidatos.

A conversão que vemos hoje nos meios digitais, não são exclusivas do mercado corporativo, trata-se de uma mudança comportamental global. Logo, estendem-se por todas as esferas onde há relações humanas.

A eleição da última semana nos apresentou mudanças de comportamento do eleitorado. Algumas supostas celebridades não conseguiram se eleger, em contrapartida, figuras ativistas conhecidas pelo público das redes sociais, como Caio Miranda e Fernando Holiday conseguiram expressivos números em suas votações.
Falando um pouco mais sobre o ambiente do marketing, segue algumas reflexões:

:::Personal Brand deve ser mais do que um simples discurso:::

Sim! É preciso desenvolver uma imagem com DNA, e isso deve ser construído antes do período eleitoral.

Não estamos falando de promessas, mas sim de postura e presença institucional, obviamente é preciso ressaltar que o Marketing não caminha sozinho, e que aliado à uma boa estratégia, é necessário que o produto, o serviço, ou neste caso, a pessoa e sua proposta, sejam de qualidade e ofereçam um real valor à sociedade e ao que se propõe.

Sabemos também que existem diversas regras e acordos internos, mas como eu já disse, está na hora que quebrar alguns paradigmas.

:::Marketing de Conteúdo, muito além do que uma simples plataforma de governo:::

Todo candidato “deveria” ter uma causa na qual se identifica e trabalha por ela, logo, porque não informar ao seu possível eleitorado o que está acontecendo sobre este determinado assunto, a fim de educá-los?

O seu posicionamento social, deve ser apresentado para a sociedade de uma forma acessível, familiar e principalmente constante. Não dá mais para levantar uma bandeira, ou pior do que isso, muitas bandeiras às vésperas de uma eleição.

Recursos como ebooks, redes sociais, adwords, sites, campanhas de email marketing, são totalmente viáveis, desde que o se respeite uma das regras mais importantes quando falamos de marketing de conteúdo: a pertinência.

:::Como aplicar Inbound Marketing em campanhas políticas:::

Atrair, relacionar, reter e converter são conceitos conhecidos marketing digital, mas o que muitos não sabem é que estas ações, podem ser utilizadas com muita eficiência, também no ambiente político.

Imagine definir Byer Personas (perfis de eleitores) e mapear seus comportamentos a fim de saber exatamente como e quando abordá-los. Somente esta etapa, já seria possível oferecer conteúdo com uma linguagem personalizada para o perfil A (jovem estudante) e outro tipo de conteúdo para o perfil B (executivo casado), otimizando assim o esforço de comunicação e estreitando o relacionamento através da jornada do consumidor/eleitor.

Estamos falando de processos estratégicos, que obviamente demandam tempo e gestão especializada, mas que permitem ter uma visão analítica sobre o que está acontecendo e uma eficiência produtiva sem comparações.