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Desde o início da pandemia e, mais especificamente, do isolamento social, passamos a escutar a teoria de que não haveria mais a “normalidade”. Ou melhor, que conheceríamos um NOVO NORMAL. Mas, o que seria isso, afina? E o que tudo isso tem a ver com a forma como nos relacionamos com a nossa audiência, nossos os consumidores e com a maneira como gerenciamos a nossa marca, o nosso negócio?

Por Vivian Baravelli em 22 de junho, 2020

Desde o início da pandemia e, mais especificamente, do isolamento social, passamos a escutar a teoria de que não haveria mais a “normalidade”. Ou melhor, que conheceríamos um NOVO NORMAL. Mas, o que seria isso, afina? E o que tudo isso tem a ver com a forma como nos relacionamos com a nossa audiência, nossos os consumidores e com a maneira como gerenciamos a nossa marca, o nosso negócio?

 

Em termos simplificados: o comportamento mudou! De todos, e em diferentes aspectos, situações e necessidades. Quem nunca havia experimentado trabalhar em regime Home Office, teve que fazer. Quem nunca tinha estudado com os filhos ou desconhecia o programa de ensino das escolas mais a fundo, passou a conhecer, e quem antes tinha suas tarefas compartilhadas com pessoas e profissionais de outras áreas, a essa altura, já experimentou fazer “um pouco de tudo”. Mas afinal, o que isso tem a ver com o Marketing e, em especial, com o Comportamento Digital e com o Novo Normal?

Tudo! Isso porque, a maneira de consumirmos também foi drasticamente modificada. Tanto aos que já possuíam o hábito do consumo online, quanto aos que nunca tinham se permitido experimentar este modelo. Diante da situação na qual nos encontramos, todos estamos vivenciando novas experiências e novos formatos de consumo. Contudo: as escolhas mudaram! As prioridades mudaram! As percepções mudaram!

E você, consegue enxergar onde a sua marca e o seu negócio, na prática, foram (ou estão sendo) impactados? Melhor que comece a entender este cenário e esta nova realidade para que possa acompanhá-los, aproveitando ainda mais os pontos a seu favor e modificando aquilo que não mais condiz com a nova realidade, comportamento e visão do novo consumidor. Lembrando que isso não é mais uma questão de sobrevivência, mas de existência.

Entenda: se antes o consumidor era atraído (na maioria dos casos) pelo status das marcas, hoje não estão mais tão dispostos a pagar mais caro “apenas” por isso. A relação entre o consumidor e as marcas mudou, finalmente! E a disposição para o consumo é muito maior quando existe uma relação de afinidade entre as partes. Neste sentido, as marcas que mais crescem são aquelas que, além de já terem entendido isso, praticam ações e demonstram iniciativas que vão ao encontro de sua audiência e de seus consumidores.

A compra por impulso não está mais tão em evidência. O posicionamento (construtivo) das marcas é a melhor ferramenta de aproximação e conquista do público, e motivador do consumo. Portanto, a dica é: use e abuse do conteúdo em suas mídias (de forma correta!) e a favor do seu negócio. Este é, definitivamente, o momento mais favorável às pequenas marcas para se tornarem protagonistas no seu segmento.

 

Consumo Digital como 1ª opção

Ainda que estejamos evidenciando, neste momento, o “Novo Normal”, não é “de hoje” que o comportamento do consumidor vem sendo modificações. Mas, em tempos de isolamento social, certamente esse modelo foi intensificado a ponto de ter se tornado mais do que uma oportunidade para as marcas. Sim, se antes a mudança no comportamento do consumidor era uma grande oportunidade de crescimento para grades marcas, hoje é uma total necessidade a todos que esperam sobreviver, crescer e existir no mercado.

Empresas que tenham (ainda!) o processo de vendas dos seus produtos e serviço no modelo essencialmente presencial, não apenas terão problemas em função da crise na qual nos encontramos, mas seguirão com grande dificuldade, pois a nova realidade e mentalidade irão remodelar (cada vez mais) o comportamento de consumo. Se, antes, existiam consumidores que resistiam ao consumo digital (fosse de informações, de produtos ou de serviços) hoje este formato não mais persiste entre a grande maioria.

Não que não possamos ter pessoas que, eventualmente, tenham preferências por experiências presenciais. Mas, mais do que já vimos até agora, marcas que não possuírem meios de fazer com que seus produtos e serviços cheguem (efetivamente) ao consumidor sem que haja a necessidade (e/ou a exclusividade) do consumo presencial, tendem a sofrer ainda mais, diante deste novo cenário.

Ainda que você possa pensar: “mas a execução do meu serviço é presencial” eu te digo: sim, mas a forma de escolha das marcas (e que representa boa parte da decisão da compra) não será mais exclusivamente assim. Pessoas passarão a escolher determinada marca ou experiência a partir de informações que irão consumir eletronicamente, por meio dos diferentes canais digitais. O seu serviço pode até ser executado, exclusivamente, presencialmente (como no caso dos cabeleireiros, por exemplo), mas a sua marca somente irá EXISTIR na mente do consumidor, se o seu trabalho for iniciado da forma correta. Não existirá mais, por exemplo, consumidores que irão visita-lo sem que tenham tido alguma (ou muita) informação sobre você, sua marca e seu negócio, previamente.

Entenda: quando dizemos que o consumo será exclusivamente digital, é importante lembrar (e considerar) que o consumo não é apenas o momento exato da aquisição e utilização dos serviços. Mas estende-se ao momento da escolha ou decisão por consumir (ou “te escolher”). E, neste sentido, ainda que o seu negócio esteja vinculado ao contato com o seu cliente (ou paciente, como no caso dos profissionais da saúde) a construção da sua autoridade e o posicionamento da sua marca serão absolutamente essenciais para que você seja a escolha na mente (e na prática) do seu consumidor!

Professores, fisioterapeutas, advogados, dentistas, massagistas, esteticistas, donos de salão de beleza, psicólogos, designers, programadores, e tanto profissionais que nunca se preocuparam com isso antes, não terão mais tempo a perder.

 

Consumidores mais sensíveis aos valores e ao posicionamento das marcas

E as mudanças não param por aqui. A evolução é contínua e a adaptação é absolutamente necessária para marcas que querem crescer, independentemente do segmento. O mais importante é reconhecer que a percepção do cliente sobre as marcas já está entre uma das principais estratégias de vendas.

Quer conhecer os principais motivos que fazem as pessoas se desinteressarem pelas marcas nas redes sociais?

– quase 50% devido a baixa qualidade dos produtos ou serviços

– 45% devido ao conteúdo relevante

– 30% devido a baixa reputação da marca

– 49% devido a baixa qualidade no atendimento

– 25% pelo excesso de campanhas / ofertas feitas

 

Mas a boa notícia é que essa mudança traz também alguns benefícios aos Pequenos e Médios Empreendedores. Ao mesmo tempo em que, para alguns, os novos “protocolos” e comportamentos parecem representar uma grande mudança, aos que conseguirem compreender e se posicionem neste sentido, terão, comportamentos como:

– apoiar negócios locais / regionais,

– valorizar marcas que preservem o meio ambiente,

– se aproximar de marcas que contribuam socialmente, financeiramente ou efetivamente para o crescimento sustentável,

– valorizar marcas que exerçam um papel importante para a sociedade

… estão, mais do que nunca, em alta!

 

O consumidor passa a depender da relação de empatia entre a marca e sua audiência/ público.

E aí, você concorda que com a teoria de que os consumidores estejam mais sensíveis em relação ao posicionamento das marcas?
E a sua marca, o que anda fazendo neste sentido?

Quer saber mais sobre como estruturar de vez o seu conteúdo?

 

Sobre a autora:

Caso você esteja lendo um de meus artigos pela primeira vez, irei me apresentar e deixar aqui o convite para seguir o meu conteúdo que, em sua maioria, é dedicado a diferentes Estratégias de Marketing que visam obter resultados. Fui, por mais de 15 anos, executiva de Marketing de grandes empresas, tendo vivido a maior parte deste tempo no mercado segurador. Atualmente sou consultora e palestrante nas áreas de marketing de serviços e planejamento estratégico. Sou também Jornalista, graduada em comunicação social, pós-graduada em gestão de marketing de serviços e certificada em administração de marketing de serviços e em Marketing Direto. Sou sócia-fundadora das empresas Marketing Minuto, assessoria especializada para pequenas, médias e grandes empresas que buscam apoio para desenvolver e implementar planos de Marketing efetivos para os seus mercados, e da Campus Marketing, voltada à capacitação profissional, oferecendo cursos, workshops e palestras in company para diferentes grupos, necessidades e mercados.

 

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